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Notícias do mercado imobiliário

Pesquisa CRECISP - Imóveis Usados - Dezembro/2025 - Estadual (São Paulo)

Mercado imobiliário paulista encerra 2025 sob impacto de grandes investimentos e infraestrutura estratégica.


No mês de Dezembro, o CRECISP realizou um estudo com 1.930 imobiliárias de todo o Estado de SP, com o intuito de revelar como estão as vendas e locações de casas e apartamentos residenciais usados.


O mercado imobiliário de imóveis residenciais usados no Estado de São Paulo encerrou dezembro de 2025 com retração pontual nas vendas e nas locações em relação a novembro, movimento típico de fim de ano e amplamente explicado por fatores sazonais. Segundo a Pesquisa CRECISP, houve queda de 1,79% no volume de vendas e de 4,60% nas locações no último mês do ano. Ainda assim, a leitura anual revela um setor sustentado por fundamentos econômicos e sociais sólidos, especialmente em regiões diretamente beneficiadas por grandes obras de infraestrutura, investimentos industriais e pleno emprego.


As vendas de dezembro mostraram equilíbrio absoluto entre casas e apartamentos, cada um respondendo por 50% dos negócios realizados. A preferência do comprador concentrou-se em imóveis com dois dormitórios, padrão que dominou tanto casas quanto apartamentos, refletindo a busca por funcionalidade e adequação à renda familiar média. Os imóveis mais vendidos situaram-se majoritariamente na faixa de preço entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, com destaque para o intervalo de R$ 201 mil a R$ 250 mil, que respondeu por 19,3% das negociações, seguido pela faixa de R$ 251 mil a R$ 300 mil, com 12,8%.


No aspecto da localização, 52,7% das transações ocorreram em regiões periféricas, evidenciando o papel da expansão urbana e da melhoria da mobilidade como vetores de valorização imobiliária. Regiões nobres responderam por 25,8% e áreas centrais por 21,5%, demonstrando um mercado diversificado e menos concentrado.


O financiamento habitacional segue como principal motor das vendas. Em dezembro, 46,7% das aquisições foram realizadas por meio da CAIXA e 18,9% por outros bancos, totalizando 65,6% das transações. As compras à vista representaram 19,5%, enquanto o parcelamento direto com o proprietário respondeu por 13,2%. O consórcio permaneceu residual, com 1,7%. Esse cenário reforça a centralidade do crédito imobiliário na sustentação do mercado e a importância de orientação técnica adequada na escolha da melhor estrutura financeira para cada perfil de comprador.


Locações recuam em dezembro No mercado de locação, 60% dos contratos firmados envolveram casas e 40% apartamentos. A maioria dos aluguéis concentrou-se entre R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00, faixa que reúne mais de um quarto das locações realizadas no período. Assim como nas vendas, a periferia predominou como localização preferida, respondendo por 63,8% dos contratos, seguida por áreas nobres (25,5%) e centrais (10,6%).


Quanto às garantias locatícias


O fiador manteve a liderança, presente em 53,4% dos contratos. O depósito caução apareceu em segundo lugar, com 19%, seguido pelo seguro fiança, com 15%. Títulos de capitalização e outras modalidades completaram o quadro. Esses dados evidenciam um mercado ainda conservador, mas em gradual diversificação de instrumentos de garantia.


Em 28,7% dos cancelamentos de contratos de locação ocorridos em Dezembro, os inquilinos optaram pela mudança para aluguéis mais baratos; 12% foram para aluguéis mais caros e 59,3% se mudaram sem dar justificativa.


Infraestrutura, investimentos e pleno emprego como vetores de confiança


Apesar da oscilação mensal, o pano de fundo econômico é claramente favorável, especialmente em regiões estratégicas do Estado. O anúncio da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes, o avanço do túnel de ligação Santos–Guarujá e a duplicação e ampliação de diversas rodovias estaduais reforçam a integração logística e reduzem o tempo de deslocamento, fatores diretamente associados à valorização imobiliária e à expansão da demanda residencial.


Somam-se a esse cenário a ampliação de fábricas de automóveis, os investimentos da indústria de chocolates, grandes complexos de diversão, parques de águas e a condição de taxa zero de desemprego em determinados polos regionais, elementos que ampliam a renda, fortalecem a confiança do consumidor e estimulam tanto a compra quanto a locação de imóveis. Trata-se de um ambiente em que decisões imobiliárias passam a ser menos defensivas e mais estratégicas, voltadas à qualidade de vida e à proximidade de novos eixos de desenvolvimento econômico.


O papel indispensável do corretor de imóveis


Em um mercado influenciado por grandes obras, mudanças urbanas aceleradas e múltiplas opções de crédito e garantia, a assessoria de um corretor de imóveis torna se decisiva. Cabe a esse profissional interpretar dados de mercado, avaliar riscos, orientar sobre preços compatíveis com a realidade local, estruturar negociações seguras e assegurar conformidade jurídica tanto nas vendas quanto nas locações. Em contextos de transformação urbana e forte investimento público e privado, a atuação técnica do corretor não apenas protege compradores, vendedores, locadores e inquilinos, como também contribui para a sustentabilidade e a transparência do mercado imobiliário paulista.


O encerramento de 2025, portanto, revela menos uma retração estrutural e mais um ajuste conjuntural, em contraste com um horizonte de médio e longo prazo marcado por infraestrutura robusta, investimentos produtivos e elevado nível de emprego, fatores que seguem sustentando a confiança no setor imobiliário do Estado de São Paulo.

09/02/2026 Fonte: CRECISP